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sábado, 7 de abril de 2012

DICAS DE PORTUGUÊS PARA CONCURSOS

Dicas da Dad
Dad Squarisi é editora de Opinião do Jornal Correio Braziliense e comentarista da TV Brasília. Além disso, a profissional participa de bancas examinadoras de concursos e possui várias obras sobre Português.


dad.squarisi@correioweb.com.br

A PÁSCOA E A LÍNGUA
Os hebreus nos legaram senhora herança. Entres os bens que deixaram, a língua sobressai. Páscoa ganha destaque no dia de hoje. A palavra -- tão antiga quanto Adão e Eva -- quer dizer passagem. Na origem, não tinha nenhum parentesco com religião. Bem antes de Moisés vir ao mundo, os pastores nômades comemoravam a Páscoa. Cantavam e dançavam pela despedida do inverno e a chegada da primavera. Na nova estação, a neve se ia. Os campos se cobriam de pastagens. Os alimentos abundavam.

Mais tarde, os judeus começaram a festejar a Páscoa. Lembravam, com sacrifícios, a saída do povo de Israel do Egito. Era a passagem da escravidão para a liberdade. No livro Êxodo, a Bíblia conta toda a história. Em 325, os cristãos instituíram a Páscoa. Com ela, exaltam a ressurreição de Cristo. Em outras palavras: a passagem da morte para a vida. Para católicos e protestantes, a Páscoa simboliza a morte vicária. Jesus morreu em lugar dos homens. Para salvá-los.

Os vicários
A religião fala em morte vicária. A língua, em termo vicário. Ambos têm dois pontos comuns. O primeiro: a substituição. A morte de Cristo substituiu a dos homens. O termo vicário toma o lugar de outro citado. O segundo: o objetivo nobre. Jesus salvou os homens. O vicário evita repetição.
É o caso do pronome pessoal da 3ª pessoa. Ele e ela ocupam o lugar de um nome referido. O texto agradece. Escrever a mesma palavra pertinho uma da outra? Valha-nos Deus! A frase fica monótona. O vicarinho quebra o galho. Aprecie:
João, Rafael, Kadu e Carlos estão felizes. Eles descobriram montões de ovinhos no jardim de casa.
Muitas pessoas têm triplo expediente. É o caso de Maria. Ela trabalha das 8h às 18h. Depois, estuda.

Mais exemplos
Verbos também desempenham papel vicário. O campeão da turma é o fazer. Num piscar de olhos, lá está ele no lugar de outro. Observe:
A Polícia Federal anunciou que a Operação Monte Carlo seria uma bomba. Demorou a abrir o jogo. Quando o fez (= abriu o jogo), surpreendeu gregos e troianos. Ninguém esperava que o senador Demóstenes Torres estivesse envolvido com a gangue do Cachoeira.

A frase jocosa atribuída a Jânio Quadros entrou no folclore. Nela, o bigodudo abusou do vicário:
- Por que o senhor renunciou?, perguntaram os repórteres.
- Fi-lo (renunciei) porque qui-lo (quis renunciar), respondeu o homem da vassourinha.

Propriedade vocabular é...
Usar a palavra mais adequada ao contexto. É o caso da mudança para o céu. Quarenta dias depois da Páscoa, Jesus voltou pra casa. Sozinho, sem ajuda. O ato milagroso se chama ascensão. O verbo, ascender. Maria seguiu o filho. Mas precisou ser levada. A subida dela às alturas se denomina assunção.

Xô, solidão
O substantivo Páscoa sentiu-se solitário. Que tal uma família jeitosa? Oba! Pediu socorro ao sufixo -al. Com ele, formou os adjetivos pascal e pascoal. As duas letrinhas aparecem em montões de adjetivos. Em todos, têm o mesmo significado. Quer dizer relacionado com, pertinente a.
Pascal e pascoal são relacionados com a Páscoa (festa pascal, Monte Pascoal). Campal, com campo (batalha campal). Matrimonial, com matrimônio (festa matrimonial). E por aí vai.

Mil saídas
A preocupação com a grafia certinha não vem de hoje. Na dúvida, o dicionário quebra o ganho. Sem o paizão por perto, o jeito é encontrar saídas. Uma delas: trocar seis por meia dúzia. A historinha prova: a língua é um conjunto de possibilidades.
O chefe decidiu presentear os subordinados com ovos de Páscoa. Depois da cotação de preços, fez a compra. Pediu que as delícias fossem entregues no escritório. Ordenou, então, à secretária:
- Faça um cheque de R$ 600.
- Como se escreve seiscentos?
- Faça dois cheques de 300.
- Trezentos se escreve com s ou z?
- Não sabe escrever 300? Faça quatro cheques de R$ 150.
- Chefe, o trema foi abolido?
- Pelo amor de Deus, mande pagar em dinheiro.

Resposta
E o trema? Está morto e enterrado. A reforma ortográfica deixou a língua órfã das duas asinhas de urubu. Agora o u dos dígrafos gu e qu seguidos de e ou i está livre e solto. Mas nem tudo está perdido. A pronúncia se mantém como se nada tivesse mudado: tranquilo, aguentar, lingüística.

FONTE: CORREIOWEB.COM.BR

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